Membro orgulhoso do Interbarney

¿dequejeito?

Eu fazendeiro

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Há pouco tempo recebi a notícia de que tinha uma fazenda. Coisa de herança. Tratei logo de fazer o que qualquer pessoa inteligente faria: vender tudo por um preço baixissímo.

Bom, para poder vender, tive de ir até a cidade onde a fazenda se localizava. Cidadezinha pequena, nem cinco mil habitantes. Desci na rodoviária (que também era o único mercado da cidade), atravessei a rua e, ao lado da prefeitura e da igreja estava o cartório. Entrei, me identifiquei “Sou o Gabriel”. O tabelião já estava me esperando. Não pediu nenhum documento e em pouco mais de 3 minutos eu havia assinado tudo e vendido minhas terras.

Após assinar tudo voltei para a rodoviária, que também era mercado e também era o único bar da cidade. Pedi uma cerveja enquanto esperava o ônibus de volta. De repente um homem senta ao meu lado e pergunta meu nome. Digo a ele e me indentifico enquanto forasteiro. O homem fez um sinal de olho para o dono do buteco (que também era dono do mercado, da rodoviária e da farmácia que funcionava no local). Cinco minutos depois eu estava bebendo cerveja com o prefeito da cidade e seus 4 vereadores.

Eles trataram logo de me situar sobre a vida na cidade. Na manhã de hoje, por exemplo, aconteceu um fato ainda sem explicação. O dono do mercado enviou, via ônibus, uma dúzia de pastéis de carne para a cidade vizinha. Inexplicavelmente os pastéis não chegaram ao seu destino. O vereador Odemar, prometeu apurar os fatos e solucionar o mistério ainda essa semana.

A certa altura da conversa, um senhor adentra o buteco e anuncia que estava vendendo uma motoserra. O que gerou certa correria por parte dos interessados.

O vereador Gustavo contou que no mês passado deixou seu aparelho celular cair no chiqueiro dos porcos de sua propriedade. Hoje pela manhã ele recebeu a conta do telefone, que continha algumas ligacões para a França. Ligações feitas pelo pisoteamento dos porcos no pobre aparelho, acredita ele.

Por fim o prefeito perguntou o que eu fazia para ganhar dinheiro. Expliquei pra ele que trabalho com propaganda (achei que ele não entenderia se eu dissesse que sou designer – e também tenho vergonha de falar que sou). Os olhos do prefeito brilharam. Ele me contou que não sabe como fazer os moradores comprarem a rifa promovida pela prefeitura. Então pediu minha ajuda.

Perguntei qual era o prêmio da rifa. A resposta: Um Fusca 1973.
Amanhã escrevo sobre como salvei a economia da cidade com a menor ação de marketing já feita.

Meu novo hobby

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Minha mais nova paixão é cozinhar para os amigos. Começou há alguns meses, quando eu estava na casa de um deles – o Ronaldo – e não havia nada pra comer. Então me ofereci para inventar algo na cozinha.

Inventei uma máquina de combustão de nitrato de prata Preparei um fettuccine ao molho de espinafre que conquistou a todos na casa. Desde então tenho ido três vezes por semana à casa do Ronaldo, onde além de cozinhar também faço faxina e ajudo psicologicamente a empregada da casa, que teve alguns problemas com o pai na infância. Moça guerreira.

Em branco

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Só pra 2010 não passar em branco sem nenhum post: Feliz ano novo, Neo.

Youtubezação da TV

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Você faz vídeos legais e coloca eles no YouTube? Você se amarra quando um vídeo seu ultrapassa os 50 mil views em menos de uma semana? Você goza litros ao ver o seu vídeo aparecendo no programa da Sônia Abrão, mesmo que você não ganhe crédito nenhum por isso, né? Você deve achar muito bacana ter um trabalho reconhecido nacionalmente, não?

Você é um idiota.

youtube-tv03

Cada vez mais a televisão brasileira exibe conteúdos retirados da internet. São raras as vezes que um noticiário não coloca meio às matérias algo relacionado ou diretamente chupado da internet. Os programas de variedades possuem blocos inteiros destinados a exibição de vídeos engraçados retirados do youtube. Os autores destes conteúdos nunca são creditados, mas ficam pulando de alegria por terem um de seus conteúdos aparecendo na televisão.

O que estes rapazes que sabem usar o Windows Movie Maker precisam saber é que a televisão é feita de dinheiro. Se ao ver um repórter entrevistando alguém, no fundo da tela, passar um caminhão com a marca da Skol, você pode apostar que a Skol pagou muito dinheiro por isso (exceto na MTV, que não sabe ganhar dinheiro com coisas assim). Do contrário a camera nunca estaria direcionada para aquela área.

O seu conteúdo, às vezes feito com muito suor, só é transmitido num canal de TV porque esse canal tem um retorno financeiro. Eles faturam com anunciantes, que pagam para que suas marcas apareçam meio a programação (que você está mantendo). Você não receber por isso, é parte culpa da emissora que chupa conteúdo da internet e parte culpa sua.

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Se, ao postar um vídeo no YouTube você marcasse a opção “Não disponibilizar na TV”, a emissora jamais ganharia dinheiro com o seu conteúdo e, caso ganhasse, você poderia processar a emissora por ter roubado o seu conteúdo. Com isso os canais de TV parariam de chupar conteúdo da internet, o Gugu não mais teria um quadro de vídeos engraçados, a Sonia Abrão não exibiria mais vídeos de celebridades feitos por um moleque de 12 anos, a Sport TV não transmitiria um campeonato de Surf através de um aparelho celular e eu, talvez finalmente, poderia assistir um telejornal sem precisar descobrir que a Amanda, aquela jovem de 19 anos estuprada em Campinas, é uma pessoa que “segundo um site de relacionamentos da internet, é extrovertida e sincera, que ama os animais”.

Somos todos culpados pela cultura de levar a internet para a vida real. Somos os anos 80 de nós mesmos, com um pouco mais de direitos humanos e muito menos bom gosto para com a qualidade da nossa televisão. A vida real não é lugar para internet assim como a internet não é lugar para a Xuxa.

Pior que a orkutização do twitter é a youtubezação da TV e, daqui uns dias, a twitterização do jornalismo.

Eu e o John, desabrigados em São Paulo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Há alguns anos, quando eu era um blogueiro mais bem sucedido, ganhava várias oportunidades de comer gente. Hoje em dia os blogueiros bem sucedidos ganham pacotes de chips ou desodorantes. Tudo bem, cada um com sua época. Naquele tempo, eu tinha muito tempo de sobra, morava com os pais e tal, e numa dessas, embarquei para São Paulo, pra ficar com uma menina da cidade. Comigo foi o John, meu amigo de infância, que tava a fim de passear, mas assim como eu, não tinha dinheiro nenhum para isso.

Nota: Eu e ele só estavamos indo porque essa menina estava bancando quase TUDO (sim, a gente se aproveita, bróder).

Eu fiquei hospedado na casa da menina, sobre o olhar taxativo de seus pais, pessoas boas, mas que acreditavam um pouco demais na inocência da filha. Então, durante quatro dias, dormimos em quartos separados e o máximo conseguido eram alguns beijinhos.

Não que eu seja comedor, longe disso. Minha esposa taí pra provar que eu tenho até certa aversão ao sexo (podem perguntar pra ela). Mas há 4 dias vivendo com a menina, é óbvio que a gente ia se comer. É da natureza humana e se você nunca comeu ninguém, um dia comerá, será terrível e você vai querer não fazer mais sexo até que, meses depois fará e vai achar legal.

Bom, mas voltando ao assunto. No 5º dia em São Paulo, eu e ela já não suportando a castidade obrigatória, a mãe da menina resolve ir ao banco, pagar umas contas, deixando somente eu, ela e E O JOHN em casa.

Se livrar da mãe é sossegado, problema é se livrar do melhor amigo.
Fiz um sinal de olho pro John e ele prontamente entendeu, virou a cara pro lado e ligou na TVE, pra ver desenhos animados educativos. A menina e eu fomos para o quarto dela. Era a nossa chance.

Mas naquele dia, a Caixa Econômica Federal, não sei porque porras, não tinha fila nenhuma e a mãe da menina retornou muito rapidamente para casa. Segundo o John, ela já entrou pela porta da sala sentindo o cheiro de maldade no ar, e correu direto para o quarto, onde flagrou o casal em situação intima.

Fui expulso da casa, com razão. Até eu me expulsaria se eu tivesse comendo a minha filha. Fiquei perdido nas ruas de São Paulo a tarde toda. Acabei ligando pro celular do Rafael Capanema, para pedir ajuda ao seu primo: Thiago Capanema.

– Alô, Rafael. O Thiago tá por aí?
– Oi, moskito. Tá sim, peraí.
– Oi Thiago. É o seguinte.
– Fala, moskito – disse o Thiago.
– Tu pode pedir pro Rafael se eu posso ficar na casa dele uns tempos? Eu meio que fui expulso da casa onde eu tava.
– Claro.

Marcamos um local de encontro. Ali na Paulista, que era perto de onde eu estava. Pouco tempo depois o Rafael, Thiago e o Pinguim Miranda chegaram para me buscar. Contei todo acontecido e rimos um pouco da situação. Faz muito tempo, mas eu lembro que me perguntaram se eu não tava nervoso. Eu disse que não, que tava achando o máximo e essa seria uma história excelente pra contar pros outros. Rimos um pouco e fizemos um vídeo, a partir de uma piada do abossal (criador do cersibon).

Aí está o vídeo:

httpv://www.youtube.com/watch?v=uH4f1BL3-as

A partir dali fiquei uma semana hospedado na casa do Rafael Capanema, sem dinheiro algum. E o John… bom, nunca mais vi o John. Rezo toda noite para que ele esteja bem em algum lugar de São Paulo.

Parque Farroupilha

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Domingo fomos ao Parque Farroupilha, aka Redenção. Choveu e nem mesmo a chuva conseguiu acabar com o paumolismo tipico dos artistas de rua porto-alegrenses.

Eu não tenho nada contra palhaços (os de circo), mas não dá pra tolerar um maluco que passou uma tinta branca na cara e fica te constrangendo a cada 5 minutos. Pelo pouco conhecimento que tenho, um palhaço faz palhaçadas para divertir as pessoas e não pra encher o saco delas. O que me faz lembrar da minha tese sobre Humor Inteligente, mas isso eu falo em outro post.

Voltando… Na Redenção é assim: Os artistas ficam amolando todo mundo que passa e todo mundo que é amolado esboça um sorriso falso pra fingir que tá firme na causa da alegria. E assim o ciclo da bobice humana nunca tem fim.

Com esforço, consegui fazer um vídeo de um minuto sem que nenhum palhaço aparecesse nas imagens. Sou um vencedor. Não.

[flash http://vimeo.com/5920927, w=480, h=270]

Até, amigos.

Nos bastidores do poder

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Há duas semanas enviei um e-mail ao Daniel e ao Chico, perguntando se eles tavam a fim de fazer um condomínio de blogs. O Daniel falou disso pro Rafael, que se mostrou interessado… Automaticamente colocamos Seu Felipe na conversa. Após cerca de 400 mensagens colocamos o Interbarney no ar, ainda em versão beta, mas já bem estruturado.

É uma alegria dividir espaço com os amigos Chico Barney, Daniel e Rafael. E será uma alegria dividir com os novos amigos Seu Felipe e Edu. Semana que vem mais um nome de peso vai aparecer,  e na outra semana outro nome de peso. E assim a gente vai pesando o servidor.

A pricipal cartada do Interbarney já foi dada: A volta de Rafael Capanema ao mundo dos blogs. Rafael Capanema, este rapaz de sobrancelhas fortes que me deu casa e comida quando eu andava sem roupas em São Paulo, em 2004. Mas disso eu falo na segunda-feira, aqui no Interbarney.

Vida longa ao Rei.

Surdo-mudo

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Na fila do banco.

– Você viu aquele surdo-mudo ali?
– Não se diz surdo-mudo.
– Ah, se diz o que?
– Eles são apenas surdos.
– Surdos?
– Sim.
– Então eles falam daquele jeito bizarro por que são retardados.
– Oi?

Surdos-retardados.

Baita cenário

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Aproveitei que minha companheira Cintia está em Carazinho recuperando-se de uma cirurgia, e pedi para que ela visitasse o museu da cidade e analisasse uma sala, que me disseram ser um bom cenário, pois pretendo rodar um clipe lá. Como não conheço o local, pedi para a minha companheira narrar com exatidão o ambiente da minha futura produção. Abaixo segue a transcrição exata do que me foi passado:

– Tem a onça parda e o guaxinim, entre outros lindos animal. No lado tem móveis antigos também e ao lado uma estante com poções antigas e venenos.
– Tudo na mesma sala? – perguntei.
– Tudo na mesma sala. No resto do ambiente tem os móveis antigos e o caixão do Drácula.
– Caixão do Drácula?
– Sim, com o Drácula de cera dentro. E ao lado tem umas cabeças de cera.
– Cabeça de gente?
– Sim. Tem a cabeça do Getúlio Vargas.
– Porra!!!
– No lado do Getúlio, a cabeça de um cara com lepra.

Após esse diálogo, comecei a desconfiar que a minha companheira estava me passando a perna, curtindo uma com minha ambição em rodar um clipe em Carazinho, RS. Como conheço um rapaz que trabalha no museu da cidade, resolvi tirar a dúvida. Entrei em contato e perguntei se tudo que a minha companheira, senhora Cintia Loureiro, havia narrador era verdade. O rapaz não só confirmou que tudo era verdade como ainda completou:

– Com uma ajudinha financeira eu posso te conseguir uma múmia que está na reseva técnica e o Mussolini.

Ano que vem a gente se vê no VMA. _0/~

Trinta e três dentes

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Depois de 4 anos de casado, é a primeira vez que eu fico sozinho em casa. Minha companheira viajou para Carazinho para fazer uma cirurgia e vai ficar uma semana fora. Mas da cirurgia eu falo depois. Agora quero me concentrar na parte em que eu fico sozinho em casa. Há 4 anos que eu não cabulava um banho e a sensação, meus amigos, é reconfortante. A sujeira do cabelo, das roupas, da minha glande, são como troféus que abrilhantam minha semana.

Mas nem tudo é satisfação. Claro que existem os pontos negativos como, por exemplo, enquanto escrevo este texto, mastigo um sanduiche de salaminho – a única coisa que havia para comer em casa. E só o mastigo neste momento, pois só agora que lembrei de que eu ainda não havia jantado.

Não que minha companheira só sirva para fazer jantares, longe disso. Mas com ela ao meu lado, eu sei que tenho de jantar ou almoçar. Sem ela, eu esqueço desses afazeres secundários e me empenho apenas nos afazeres primários (checar e-mails, twitter e orkut).

Avaliando a situação, uma coisa compensa a outra. Não jantar vale a pena quando eu também não preciso tomar banho. Aliás, meu almoço hoje foi um Melagrião em pastilha, sabor menta com própolis e gengibre.

E tudo isso por causa de um dente. Minha companheira possui trinta e três deles, sendo que o trigésimo terceiro localiza-se na parte de baixo da língua. Por isso a dentista recomendou uma cirurgia para a extração deste dente fora de lugar. Como um bom marido, fiquei cuidando do lar (da minha maneira) e esperando sua volta. Aliás, como um bom marido, tratei pessoalmente com o cirurgião sobre as complicações desta cirurgia, pois eu estava bastante asustado. O cirurgião, por telefone, me acalmou e garantiu:

O oral continuará o mesmo, quem sabe até melhor.

Esperemos para ver.

Show de Vizinha

terça-feira, 23 de junho de 2009

Hoje a vizinha do apartamento abaixo do meu estava ouvindo um pagode no volume máximo. Eram umas oito da noite. Aí um outro vizinho, incomodado com o barulho, abriu a janela e deu um assovio em represália para que o Sampa Crew calasse a boca. A vizinha reduziu o volume do som e começou a gritar muito com o vizinho. Nisso todos os outros moradores do prédio já meteram suas cabeças para fora da janela a fim de acompanhar o bate boca.

A vizinha, sangue nas vistas, começou a falar umas verdades pro vizinho assoviador. Coisas como “Filhodaputa!”, “Vaitomarnocu!” e, em especial:

Pra me mandar calar a boca tem que ter um pau três vezes maior que esse teu.

Enfim, to pensando em me mudar. Creio que os meus treze centimetros não são suficientes para me dar direito a um voto na reunião do condomínio.

Como nossos pais

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não entendo a MTV atualmente. Exceto pelo Ronald Rios, todo mundo que eu vejo figurar lá vem de uma vida já bem estruturada e, aparentemente, feliz. Gente que tá comprando muito Nike SB Dunk – o tênis que te faz sentir-se negão. São filhos de famosos, filhos de escritores, romancistas, músicos, etc.

Não faz muito tempo, numa conversa de bar, a conclusão era de que a MTV era super-legal porque dava chance para os novos talentos. Fazia e estimulava o crescimento dos jovens criativos deste país. Mas constatando os atuais fatos, chego, não sozinho, à conclusão de que a MTV não coopera para o crescimento do país. Finge que faz isso, enquanto corre rumo a tornar-se apenas um lugar descolado pra filho de gente rica se exibir pros amigos.

– Fiz um intercâmbio demais na Holanda, e você?
– Eu ganhei um programa na MTV.

Claro que vão me dizer que uma pá de gente comum tá fazendo e acontecendo na MTV, mantendo blogs no portal do canal ou programas na grade da internet. Convenhamos, meu amigo. Blog até eu tenho. E não fico aí gerando conteúdo de graça pra uma empresa que ganha dinheiro com isso. Por fim, tenho uma inveja saudável dos espermatozóides mais sortudos deste Brasil. Sabe como é, bons demais para o blogspot, ruins demais pra Rede TV. E não falta muito para a inveja virar ódio. Diria que só falta descobrir que Ronald Rios é filho do Jayme Monjardim.

Rala ralando o Tchan aê

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ontem fomos jantar num restaurante árabe ali na Cidade Baixa. Tudo parte  das comemorações do dia de aniversário da prima da minha estimada companheira, senhora Cintia Loureiro.

Fiquei surpreso ao saber que no cardápio não existiam Bib’sfihas nem Pastelzinhos de Belem e, por isso, tive de me contentar com um prato composto de comidas com nomes estranhos que eu não lembro, mas que se resumiam, na minha cabeça, a: molhinho claro, molhinho escuro, churrasquinho grego sem sal, almondegas sem carne, trigo. Tudo acompanhado da bebida mais consumida no Oriente Médio: A Coca Cola.

Depois da janta, enquanto todos os outros tomavam cervejas de 1 litro, pedimos um café árabe, que é mais ou menos idêntico ao café comum (na cor), só que com um gosto ruim.

Aí eu me levantei e comecei a dançar de um jeito estranho, pois pensei que era assim a  tradição. Todos olharam com estranheza. A Cintia me puxou de volta pra cadeira e me falou que os árabes não tem nada a ver com os indianos da novela. Pedi desculpas a todos pela confusão com as  culturas e, por fim, para evitar maiores constrangimentos saímos antes do pessoal começar a fumar narguilé.

As piores canções do mundo

terça-feira, 5 de maio de 2009

Não que eu esteja relapso para com vocês. Mas o meu encanto de escrever passou no exato momento em que eu comprei minha filmadora. Apertar o botão vermelho é mais prazeiroso.

Caso alguém queira saber o que ando fazendo, me siga no Twitter: twitter.com/moskito

Mas o que queria lhes avisar é que a minha banda, chamada Os Vilsos, lançou um site com algumas demos feitas em casa, naquelas de qualidade marota mas com amor, que todo mundo que me conhece já sabe como é. O que importa não é a qualidade mas sim o amor empregado nas letras. Vou listar alguns trechos que considero encantadores:

Sobre masoquismo
“Não sei viver sem ter você e quanto mais eu sofro mais você gosta de bater. Eu não sei viver sem teus carinhos, mesmo que eles me deixem machucadinho”

Sobre a inveja
“Ainda lembro do emprego que você me roubou. Eu não entendo de que jeito você operou aquele cachorro cego, sendo que você nem é veterinário”

Sobre a pedofilia
“A pista pega fogo, chamem o bombeiro, o índio, o mecânico, o cowboy e o motoqueiro. Se a noite é uma criança, ele vira o Michael Jackson (olha só como ele dança)”

Na verdade essa da pedofilia não tem. Eu inventei agora.

os-vilsos-baixa-resolucao

Bom, para acessar o site, podes clicar em www.osvilsos.com ou no endereço super-realístico www.apiorbandadomundo.com. Caso prefira uma terceira opção para o mesmo site, recomendo tentarem o www.amelhorbandadomundo.com. Só alegria. Lá tem link prabaixar o disco completo, my space, fotolog e tudo mais que essas bandas que se levam a sério têm.

Beijos a todos e, fiquem certos que o blog não morreu.

Minha carreira de rapper branco

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A demora por um novo texto tem explicação. Basicamente, existem conteúdos mais complexos de serem gerados. Um texto eu consigo escrever em meia hora, mas para uma música e um clipe preciso de pelo menos três horas.

Eu tava numa onda de só ouvir Gerson King Combo. O cara é mestre demais e, em suas canções, nota-se claramente que ele é negro. Não sei se isso se deve ao jeito dele cantar ou pela levada da batida, da melodia. Talvez o que evidencia a cor dele sejam os trechos que ele canta “EU SOU BLACK, BROTHER”. Trecho esse presente em quase todas suas músicas.

É demais o cara ser a voz do povo negro na soul music, mas quem é a voz do povo branco?

httpv://www.youtube.com/watch?v=uqMIW9cnc-4

No myspace tem mais.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo que tinha para se dedicar ao seu verdadeiro dom: os fantoches.