Salve o Corinthians
domingo, 17 de abril de 2005PARABENS AO FLUMINENSE PELO SEU 30? TITULO ESTADUAL DE 2005
PARABENS AO FLUMINENSE PELO SEU 30? TITULO ESTADUAL DE 2005
Hoje estava esperando o ?nibus quando vi um homem se aproximando. Ele estava mal vestido, parecia apreensivo, ficava se ajeitando todo – principalmente a cal?a – e vinha em minha dire??o. Conclu? que era um assaltante e fingi ignorar sua chegada. N?o deu certo.
- Boa tarde, amigo.
- Opa.
- Eu gostaria de saber a sua opini?o. “Que ladr?o educado”, pensei.
- Sobre?
- Voc? acha que a minha cal?a est? pescando?
Incr?dulo, olhei para a barra da cal?a e depois pra ele. Olhei de novo para a barra da cal?a e de volta para ele. Ent?o olhei mais uma vez e fiquei.
- Digo, a bainha, voc? sabe… ela est? curta?
- Olha, sei l?. Faz o seguinte: Vai andando, naturalmente, at? aquela banca de jornais ali, que eu vejo pra voc?.
- Ah, obrigado.
O cara foi. “Assim est? bom?”, perguntou.
- Agora est? muito longe. Vem at? esse poste aqui, que d? pra ver melhor.
O cara veio.
- E agora?
- Hmmm. Olha, faz o 4 a?.
- Ficar de quatro?
- N?o, FAZER o 4. Assim, ? – Demonstrei a posi??o ao homem. – Agora fa?a voc?.
- Meu amigo, que brincadeira ? essa?
- Amigo digo eu! Voc? quer ou n?o quer saber se a sua cal?a est? pescando?!
- Eu quero, mas…
- Ent?o faz logo a droga do 4! – Ordenei a ele. Depois comentei com uma senhora que observava a cena: “? cada um que me aparece…”
Quando olhei de volta, o homem j? n?o estava mais l?. S? consegui v?-lo subindo, ?s pressas, no ?nibus que partia. A barra da cal?a ia no meio da canela. Sujeito estranho.
Muito antes de virar piada e proposto inicialmente como um desafio filos?fico, o enigma foi o t?quete do matem?tico americano Sam Loyd para o sucesso. Vendido como paradoxo insond?vel, era realizado primariamente n?o na forma cl?ssica de pergunta-resposta, mas sim proposi??o – r?plica ou, em algumas rar?ssimas ocasi?es, como em sua demonstra??o formal no Congresso Internacional de Haia, proposi??o – r?plica – tr?plica – pausa – desafio – agress?o – intervalo – intervalo – intervalo – [a combinar] – piquenique – recesso – sess?o pipoca – remordimento.
O Paradoxo da L?mpada, como todo paradoxo, n?o tem como objetivo a elabora??o de uma resposta definitiva, mas sim prop?r uma reflex?o sobre seus desencadeamentos. Sua configura??o b?sica ?:
P: Quantos an?es s?o necess?rios para trocar uma l?mpada?
R: Um milh?o, oitocentos e quarenta e quatro mil, quinhentos e caralhada.
Em sua forma original, nenhuma justificativa se fazia necess?ria. Entretanto, uma vez que atingiu os c?rculos intelectuais, logo assumiu ares de sofistica??o:
P: Quantos escapul?rios s?o necess?rios para trocar uma l?mpada?
R: Nenhum, um viking o faria.
Por?m, muito antes da inven??o da eletricidade, Leonardo da Vinci j? duelava neste terreno. Em seus manuscritos, decodificada de seu c?digo espelhado, descobriu-se a seguinte charada:
P: Quantos parentes s?o necess?rios para trocar uma l?mpada?
R: Dois: o pai e a m?e.
Acredita-se, no entanto, que isso se trata de um erro de tradu??o: Leonardo provavelmente queria dizer ‘pais’ em vez de “parentes”, e ‘dar’, ou ‘trazer’ ‘? luz’ em vez de “trocar uma l?mpada”. Entrementes, se tornou pai de filhos e filhas.
De qualquer forma, a natureza deste paradoxo reside propriamente na n?o-justifica??o de seu prop?sito. Afinal, o que acontece com a l?mpada? Como n?o ocorre qualquer esfor?o evidente de que ela seja trocada, ser? mesmo este o seu objetivo? O que ele quer dizer, ent?o? Vejamos outro exemplo:
P: Quantos escriv?os s?o necess?rios para trocar uma l?mpada?
R: Tr?s: um para girar a manivela e cinco pra lavar lou?a.
Este foi respondido por Albert Einstein, na ?poca em que ainda trabalhava no Escrit?rio de Patentes da Su??a, em Berne, e faz parte do dossi? que comprovaria que ele na verdade roubou a Teoria da Relatividade do f?sico e matem?tico franc?s Henri Poincar?.
Mais uma vez somos deixados com a pergunta: e a l?mpada?
Para estimular a discuss?o acerca do tema, proponho aqui nova proposi??o – r?plica, baseado em minha experi?ncia como escritor suplente deste blog:
P: Quantos leitores do ?dequejeito? s?o necess?rios pra trocar uma l?mpada?
R: Todos, porque nenhum tira o rabo pra comer.
Em terra de cego, quem tem um olho chega sorrateiramente e grita PISCINA!1!1~~ ~
O guarda ia passando por uma rua pacata, quando d? de cara com dois senhores muito bem-vestidos, rolando pelo ch?o numa briga muito feia. Perto deles, um moleque choramingava, gritando:
- Papai! Papai!
O guarda separa os brig?es e pergunta:
- E ent?o, menino… Qual dos dois ? seu pai?
E o menino:
- Sei l?… ? por isso que t?o brigando
Demorei a assumir meu posto. Fiquem ? vontade para mandar suas duvidas.
Obrigado.
Interrompo minhas férias para dizer que o tão aguardado álbum musical do Os Wilsos, a banda oficial deste blog, acabou de sair e as canções já estão quase todas disponíveis para a audição no site da tramavirtual.

Boato desmentido:
Assessoria de imprensa de Daniela Cicarelli ainda nega a morte do Papa.
Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo que tinha para se dedicar ao seu verdadeiro dom: os fantoches.
Pessoas que pagam muito caro para aparecer aqui.
Coisas do tempo em que o autor ainda era macho.