quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Dia desses eu estava pensando numa maneira eficaz de ganhar dinheiro com alguma coisa que eu realmente soubesse fazer. Até onde eu sei, as coisas que eu sei fazer, não me darão muito lucro no futuro, pois, além de complicadas, as tarefas não atendem a demandas da sociedade.
Foi aí que alguém me disse que eu era a pessoa que mais tinha idéias bestas no mundo que ela conhece. E foi aí que eu tive a idéia: Vou abrir uma loja de idéias.
Basicamente, seria uma sala pequena, em algum prédio comercial do centro da cidade. Paredes brancas, sem nenhuma decoração para atrapalhar além de uma mesa de madeira sem verniz nem pintura, duas cadeiras estofadas cor gelo e um relógio cuco de parede com pêndulo. Eu não teria problemas em pagar o aluguel da sala, pois Idéia é um produto que muita gente precisa e não sabe onde achar.
Eu ficaria lá no escritório da “Fabulosa Loja de Idéias” sentado em minha cadeira, esperando os clientes aparecerem. E quando algum cliente aparecesse, eu olharia pra sua cara e pensaria um pouco. Diria então “São quarenta reais, amigo”. Ele pagaria e então eu lhe daria uma idéia muito fabulosa, do tipo: “Vá, e inicie uma criação de flamingos”.
Pode ser que de início o pessoal não leve tanta fé em mim e minhas idéias, mas com o tempo eles veriam que eu sou um bom idealizador de coisas e elas funcionam. A “Fabulosa Loja de Idéias” cresceria e eu teria muitos clientes que retornariam sempre para comprar mais idéias. Quem sabe escrevesse dois ou três livros contando como tudo começou, minha história, um outro livro de auto-ajuda para pessoas que não tem muitas idéias. Quem sabe um pocket com idéias sortidas que eu já tive, mas nunca vendi para ninguém.
É claro que há de se trabalhar com a hipotese de haver idéias furadas. Uma que outra poderá não funcionar. E se caso a “Fabulosa Loja de Idéias” não dê certo, eu posso desistir de tudo e ganhar dinheiro de alguma outra forma. Idéias não me faltam.
E relógios cuco de parede valem uma boa grana no Mercado Livre.
terça-feira, 22 de novembro de 2005
E mais uma vez o Coelho-Lingüiça da as caras aqui neste humilde site. Como já previsto, toda terça-feira é dia de Coelho-Lingüiça. E ele nunca falha.
As Aventuras do Coelho Linguiça são as tirinhas mais emocionantes da história das tirinhas globais. Uma equipe de 7 roteiristas e 3 desenhistas foi contratada para passar para o papel todo ideal de uma nova era dos cartoons em tirinhas. O Coelho-Lingüiça chega para revolucionar o mercado de tirinhas, com um humor refinado e aventura constante que fará você não desgrudar os olhos da telinha do monitor.
Pura emoção.
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
De: Gabriel
Para: Paulo Borges (RBS TV)
Paulo, hoje (quinta-feira) eu estava trabalhando, com a TV ligada ao fundo, estava passando os Power Rangers, um pouco antes do Jornal do Almoço. Foi quando que no meio de uma batalha lá daqueles monstrinhos sem graça tu me surges em minha tela, arrumando os aparelinhos e equipamentos e conversando com alguém da produção. Dizia você: “A gente tem um grande problema aqui” ou algo assim.
Se te referias ao problema com a transmissão, não fique aflito. Não é problema algum. Se tu prometer aparecer sem querer, todo o dia, no meio dos episódios dos Power Rangers, prometo virar fã da série.
Agradeço ao cara que errou o botão e te colocou no ar ao vivo quando não deveria estar. Alegrou meu almoço. Abraço.
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Essa coisa parece não ter fim e lá fui eu pra terceira sessão com a doutora Ingrid e sua fiel companheira assistente. Cheguei lá e já fui tomando anestesia na gengiva, que é pra aprender a não ser mané. Durante a aplicação nada confortável de anestésico me toca o telefone da Dra. Ingrid que, para meu desespero, atende.
Visualizem.
Eu deitado quase que de ponta-cabeça e a doutora aplicando com uma das mãos uma injeção do tamanho de um pau de 32cm na minha gengiva. Coma outra mão a doutora segura um telefone celular enquanto fala, calmamente com o Gustavo, seu noivo, que está no supermercado fazendo o rancho e ligou com uma dúvida: A maionese é sabor alho ou salmão?
A doutora disse que preferia a maionese de alho, mas deveria ser light. A Hellmans fabrica uma destas e é bem gostosa. Se eu tivesse dentes bons, comeria sempre. Mas voltando ao assunto, a doutora ainda ficou por mais alguns minutos falando ao telefone e aplicando anestésicos em mim.
Por culpa do Gustavo, que insistia em fazer perguntas idiotas, a doutora perdeu a concentração algumas vezes e acabou me injetando anestésico na língua. Isso me deixou um pouco sem habilidade oral.
Depois de dada a anestesia e desligado o telefone, a Dra. Ingrid começou o tratamento do dia. Fazendo a raspagem característica dos pequenos canais do meu molar enquanto comentava com a assistente sobre uma nova loja que calçados que abriu na cidade e que os preços de inauguração estavam uma loucura. A assistente, curiosa que é, pediu permissão à doutora para ir ver a vitrine da loja. Foi.
Voltou com dois pares de tênis Le Cheval. Um preto e um branco. Conforme disse a assitente, foi uma barbada. Nem 60 reais ela gastou. Mas nem tudo é alegria. Depois a doutora me fez 6 raioxizes consecutivos, com aquele canhão de raio-x mirado no meu olho. Tudo porque o dente a ser tratado ficava num local de terrível acesso.
Uma hora e meia fiquei de boca aberta e sangrando. Ela terminou o tratamento metendo fogo num esquiminha e tacando no meu dente o bagulho em chamas. Horas depois me disseram que aquilo serve para parar o sangramento. Fiquei me sentindo o rambo, com um pouco mais de sensibilidade no dente, e sem a faca.
– Gabriel, finalizamos o tratamento.
– Finalizamos?
– Sim. Você não precisa mais voltar aqui.
– Muito obrigado, doutora. =D
E lá saiu eu, feliz e saltitante pela rua. Eu cantaria se pudesse, mas a anestesia que tomei na língua ainda não havia passado. Cheguei em casa e falei (pelo menos tentei falar) pra minha mãe que tudo havia acabado e agora eu tinha um dente bom e era um outro homem. Fiz o mesmo com meus amigos. Mandei e-mails para muita gente comunicando o fim do meu drama e já marcando uma confraternização pra sexta-feira, a fim de comemorar o final do tratamento de canal.
Depois de feito os convites, gravei uma canção dos Beatles para vocês, caros leitores batutas, que tanto acompanharam minha saga dentária. Afinal, é a última canção que vocês ouvirão desta boca, e agora língua, anestesiada. Comemorem feriado comemorem.
Meia hora depois a assistente da Dra. Ingrid me liga, avisando que houve um terrível engano no tipo da anestesia que tomei e eu tinha apenas mais 5 horas de vida… Não, não. Na verdade a assistente disse que a doutora havia checado melhor os raioxizes e que meu dente ainda não estava bom. Então devo voltar lá sexta-feira pela manhã para continuar o tratamento.
Ê vidão.
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
De todas as jogadas de marketing existentes na história da humanidade, nenhuma chegou a ser tão desastrada quanto a campanha da Fanta para o “Bamboocha”.
Notavelmente os caras que idealizaram a campanham queriam que rolasse com a Bamboocha um tipo de HYPE, como a campanha do Itau com aquelas pessoas fazendo o símbolo como se desenhassem no ar. Creio que os publicitários responsáveis pelo Bamboocha pensaram que a idéia era genial e todo mundo iria adotar a palavra Bamboocha em seu vocabulário.
Triste engano.
Bamboocha não virou mais um hype. As pessoas lembram mais dos velhos e cansados caranguejos dançando e cantando “Nanananaaa” do que dos dois cabeludos do comercial da Fanta que ficam falando merdas e Bamboocha. Então, certos que o Bamboocha precisava de um empurrão, idealizaram uma promoção que foi mais caótica ainda. O povão deve enviar fotos legais em atitudes bamboochas para o pessoal da Fanta e as melhores fotos iriam ser premiadas com uma festa no Fanta Bamboocha Club, uma beleza.
Eu, um dia comentando com a minha patroa que ninguém deve se prestar a tirar fotos pra enviar pra tal promoção, pensei que seria engraçado preparar uma fotografia bem como eles querem, bem Bamboocha. Então eu coloquei um terno e um óculos fundo de garrafa terrível. Minha namorada fez o mesmo. Montamos um cenário de escritório de publicidade e fizemos cara de idiotas nerds que babam. Estava pronta nossa foto.
Ainda sobrou espaço para eu colocar uma legenda: “Equipe de publicitários que criou a campanha do Bamboocha num momento de criação” e enviei para a promoção.
A campanha Bamboocha conseguiu tanto prestigio quanto a campanha contra Aids estrelada pelo Dado Dolabella. Aliás, essas campanhas devem ter sido feitas pelos mesmos publicitários. E é aí que quero chegar.
Os publicitários podem ficar felizes, pois duas pessoas no planeta adotaram o Bamboocha em seus vocabulários, bem como eles queriam. Eu e minha senhora namorada falamos constantemente a palavra Bamboocha. Pra ser mais exato, usamos como adjetivo sempre que nos deparamos com campanhas publicitárias idiotas.
É só cruzar por um outdoor ridículo ou ver um comercial de televisão babaca ou metido a engraçadinho, que eu olho pra minha namorada, ela olha pra mim, então ambos fazemos cara de idiotas nerds que babam e sincronizadamente falamos: “Que coisa mais Bamboocha”.
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Dia desses eu tava dando aquela dormida astuta às três da tarde, que só quem é freelancer pode entender a satisfação, quando fui acordado subitamente por um telefonema. Meio zonzo abri os olhos e atendi.
– Alô?
– Ãhn.. – respondi.
– Aqui é o Sid. – disse o cara do outro lado da linha.
– Ahn Hum…
– O Sid. Acho que você não me conhece.
– bem.. hm.. bom. – disse eu, ainda semi-dormindo
– Eu sou o cara do bar. Aquele que cospe fogo, manja?
Lógico que não lembrei de quem se tratava, mas aí que eu pensei: Se o cara diz que cospe fogo deve merecer um certo respeito. Então continuei:
– Grande Sid. Claro que lembro de você.
Depois de uns sete minutos falando, descobrimos que o telefonema se tratava de um engano. Ele se desculpou e desligou.
Vai entender esse povo.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
E na terça-feira todo mundo fica ligadinho no personagem mais carismático das tirinhas mundiais. Muita emoção, alegria e aventura em apenas uma tirinha de desenho. Feita por 3 desenhistas profissionais e animada por 7 roteiristas de renome róliudiano, o Coelho-Lingüiça chega para acabar com o marasmo da vida moderna. Muita ação e emoção com a segunda tirinha do Coelho-Lingüiça, só aqui no ¿dequejeito?.

Cada vez mais emocionante.
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
No último episódio vimos que nosso herói, moskito, estava em apuros graças aos ladrões de celulares. Mas eis que moskito foi falar com o dono da casa, o senhor Serineo, conhecido por seus métodos de cativar pessoas por meio de amedrontamento.
O Serineo disse que desconfiava de uns moleques e que certamente seriam eles os raptores do meu aparelho celular. Então o companheiro Serineo encontrou os malandros pela festa e levou até um quartinho atrás do camarim. De lá só se ouvia gritos e ameaças.
Mas ameaças mesmo. O pessoal que tava próximo teve até pena dos moleques acusados pelo roubo. Mas não deu em nada. Os maladrinhos disseram não saber de nada e o Serineo disse que se o celular e a grana não aparecessem até de manhã, os carinhas iriam levar um sacode gostoso dos seguranças da casa.
Na segunda eu fui até a delegacia e fiz um B.O engraçadão. O policial recomendou bloquear o celular e esperar ele ser recuperado. Mas a menina do atendimento da Claro me disse que se não bloqueasse o celular eu poderia rastreá-lo. Porém os ladrões ainda não usaram o aparelho e até agora não tenho nenhuma idéia de onde o celular possa estar.
Então, se alguém quiser ofender gratuitamente os ladrões, pode ligar para o número (54) 9142 5512 e fazer a festa. Eu ligo diariamente mas ninguém atende. Se algum visitante conseguir fazer contato, avise nos comentários ou e-mail, por favor.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Fazer show sempre é muito lindo.
Você chega no local e vai direto pro camarim EXCLUSIVO para bandas e quando pensa que vai ser o primeiro a chegar vê que o camarim já está lotado de gente que você não conhece e essa gente está tomando cerveja do freezer do camarim. Cerveja esta que deveria ser da banda.
“Tudo bem” eu pensei. O que que custa ser camarada e dividir a ceva com a galera que você jamais viu? Arrumamos as coisas, guardei minhas tralhas. Dei uma passeada pela festa que ocorria antes do show e vi alguns conhecidos por lá. O lugar estva até que lotado. Umas trezentas pessoas, sei lá.
Voltei pro camarim, que nessa altura estava mais que lotado de desconhecidos e chamei a banda. Reuni a rapazeada e disse que estava na hora do bagulho acontecer, mas antes eu queria dizer algumas palavras de incentivo e tranquilidade pros caras:
“Bom, pessoal. Dei uma olhada e na frente do palco tá toda a nata de músicos da região. Só tem gente de banda na platéia então fiquem muito nervosos e não errem, porque se alguém errar no palco os caras da platéia vão notar, vão apontar e vão rir das suas caras.”
Depois disso a banda estava mais confiante que nunca e subimos ao palco.
Eram 01:30 da madrugada do dia 29 quando abrimos o show com a canção Mute City, a música tema da primeira pista do F-Zero, aquele antigo e sensacional jogo do Super Nintendo. As pessoas ficaram sem entender o sentido da coisa.
Então tive que avisar o público que gente era diferente e não tocava músicas conhecidas. A platéia fez um silêncio, como que pensava nas minhas palavras. Lá do meio um cara cabeludo gritou:
– Vocês são indies?
– Bem.. de certo modo… – tentei explicar.
Um fuxico tomou conta do local e algumas pessoas ameaçaram ir embora. Então tive que pensar rápido e improvisar:
– Mas a gente trouxe algodão-doce pra atirar pra vocês.
– Vocês vão atirar eles antes ou depois do show? – perguntou uma menina da platéia.
– Depois – respondi eu.
Então o fuxico recomeçou e o pessoal começou a ir embora. Tive que improvisar novamente e gritei no microfone:
– Durante. A gente vai atirar algodão doce durante o show.
Então todo mundo ficou lá e a gente continuou a tocar. Um repertório bonito. Seriam 12 canções se não fosse os retornos darem pau e começar a sair fumaça de um alto falante. Então terminamos o show com 7 músicas apenas. Uma apresentação rápida e feliz. O povo pareceu gostar. Não sei se foi por causa dos 30 algodões-doce que jogamos pra eles ou porque tocamos bem naquela noite. Prefiro pensar na segunda hipótese.
Se bem que logo que saimos do palco, um cara veio nos agradecer: “Bah, galera. Peguei duas minas graças ao algodão-doce que vocês atiraram. Obrigado” – dizia ele, eufórico e fazendo o famoso sinal de Hang Loser.
O set list do show foi:
00. F-Zero – Mute City
01. Olivia Palito – Lexotan
02. Fine Young Cannibals – She Drives Me Crazy
03. Os Wilsos – João
04. Cascavelletes – Menstruada
05. Os Wilsos – Estou Amando Armando
06. Os Wilsos – Eu sou Surdo
07. Replicantes – Sandina
Voltando ao camarim, notei que além da cerveja outra coisa havia sumido. Sim, era meu celular novo, com apenas duas parcelas pagas, e sessenta reais da minha carteira. Então eu tinha duas opções: 1) Chorar feito um viado ou 2) Ir atrás dos ladrões.
Mas isso eu conto amanhã.
Essa história continua.
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Tentarei ser breve sobre os últimos acontecimentos, pois to ainda resolvendo uns problemas que ocorreram neste final de semana muito louco de verão.
- A terceira sessão do meu tratamento de canal foi adiada para o dia 14 de novembro pois a Dra. Ingrid disse que o fornecedor do material da 3M nõ veio ainda e ela não tem como fechr meu dente, Até lá fico apodrecendo por dentro.
- Tocamos no Sllopy Joe’s e o show foi lindo, da frente do palco em diante. Por que de trás foi fodedor de ruim. Os retornos não funcionavam direito e uns malacos invadiram o camarim e levaram 60 reais mais o meu celular: um Motorola E 398 de R$ 900,00.
- Agora tenho umas coisas a fazer mas vou falar bem mais amplamente sobre tudo que aconteceu no show logo mais aqui no blog.
- Sim, eu sou o Léo Almeida.
- Não, não fui eu que fiz essa pop-up abrir com o site. Então quem não tiver gostando dela, que me forneça a juda ao invés de ficar de “mimimimi”. Vão dar meia hora de cu e não me estorvem.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
É hoje o dia de tomar umas 632 cevas e avacalhar a cena rock da cidade. É hoje o show dos Wilsos em Carazinho – RS. Primeiro show na cidade natal da banda. Será lindo =~
terça-feira, 25 de outubro de 2005
A partir de hoje, todas as terças, é dia de Coelho-Lingüiça aqui no ¿dequejeito?. As Aventuras do Coelho Linguiça são as tirinhas mais emocionantes da história das tirinhas globais. E esta maravilhosa aventura está dando as caras aqui, e exclusivamente aqui, neste humilde site. Uma equipe de 7 roteiristas e 3 desenhistas foi contratada para passar para o papel todo ideal de uma nova era dos cartoons em tirinhas. O Coelho-Lingüiça chega para revolucionar o mercado de tirinhas, com um humor refinado e aventura constante nunca antes vista.
Então chega de lero lero e fique você aí com a 1ª tirinha das Aventuras do Coelho-Lingüiça, que já chega estourando, cheia de emoção e ação. Coisa linda deste brasilzão de meus Deus.

Putaqueopariu. Que coisa linda.
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Cacete, camarada. Hoje eu fui pra minha segunda sessão de tratamento de canal e o bagulho foi islâmico.
Já cheguei levando uma injeção muito maior do que todas as outras que eu já tinha tomado. A agulha era monstro e foi reta em três pontos da gengiva. Sim. Em três lugares diferentes, três anestesias seguidas. Quase desmaiei. Depois ainda teve raio-x e tudo mais e a Dra. Ingrid só falava “meu deus” e olhava com cara de desânimo. Parece que meus canais são muito estreitos e por isso tá difícil de tratar o dente. Mas ela disse que com mais algumas sessões tudo se normaliza.
A Dra. Ingrid corotu o cabelo. Está mais bonita.
Hoje ela conversou bastante com a assistente enquanto me tratava. Falou sobre um vestido preto de festa que estava pra vender numa loja perto dali por 120 reais. Uma barbada, segundos as duas.
A assistente até pediu permissão pra deixar o consultório um pouco e ir até a loja ver o tal vestido. Quando voltou, uns 10 mintuos depois, estava com duas sacolas.
– Comprei uma calça para caminhar e duas camisetas. – disse ela.
– Deixa eu ver - disse a doutora, que deixou umas agulhas sinistras dentro da minha boca e saiu da sua posição de dentista para ir ver as roupas que a assistente tinha comprado.
Depois começou a tocar uma música do Tim Maia na rádio e a Dra. Ingrid cantou junto, enquanto metia aparelhos estranhos pra dentro do meu dente. Então que rolou uma coisa engraçada: Eis que na rádio começa a tocar uma canção minha. Pra ser mais exato, da minha banda. Era a “Quero encostar meu pé gelado em você” e a Dra. Ingrid até cantou a parte do tchururu junto. Me senti orgulhoso e emocionado nesse momento.
Mas a dor era maior e ao final eu recebo a notícia que precisarei voltar lá quarta-feira da próxima semana, para continuar o massacre do canal. Na saída perguntei se eu poderia ficar com as chapas de raio-x como lembrança e ela disse que não, mas daria um jeito. E sorriu. =)
Então, como hoje é sexta-feira e eu to anestesiado. A música dos Beatles será em homenagem a todo mundo que gosta de ver o Alegria Alegria aqui no site. Simbora deejay.
Até mais, negada linda de meu Deus.
quarta-feira, 19 de outubro de 2005
Karla diz:
Vou colocar silicone…/
miskoto diz:
Opa. Peitão.
Karla diz:
É.
miskoto diz:
Mas não muito, por favor.
Karla diz:
Que caiba na mão, saca?
miskoto diz:
Na mão do Pedrinho, do sitio do Pica Pau Amarelo, ou na mão do Michael Jordan?
Karla diz:
Na mão de um homem adulto, moreno, alto, gentil…e RICO!
terça-feira, 18 de outubro de 2005
Eu estava cá comigo pensando em quanto as mulheres já conquistaram direitos para si em nosso mundo. Vejam só que o meu Endodontista é fêmea.
Se fosse há uns cinco ou sete anos isso seria um abuso à sociedade. Onde já se viu, naquela época, uma mulher poder trabalhar na rua, como se fosse um macho qualquer?
É o grande show do progresso do presidente Lula.
Vejam que somente depois de sua eleição para a presidência é que as mulheres começaram a se portar de maneira diferente. Pós Lula, as mulheres começaram a almejar vagas de empregos antes disputadas somente por homens (dentistas, médicos, caixa de super-mercado, esteticista corporal, etc). E agora, o que acontecerá?
O futuro disso todos nós sabemos.
Não demorará muito e elas vão estar aí, segurando placas e exigindo direitos iguais. Queimando calcinhas e usando saias acima do joelho. Quem sabe até consigam votar ou quem sabe tirar uma licença para dirigir. Depois disso, temo pelo pior: Elas vão querer cuidar de nossas casas.
Aí então que a gente se fode.
Onde já se viu? Um Endodontista fêmea.
Aposto que ela nem tem força para arrancar um molar.