Membro orgulhoso do Interbarney

¿dequejeito?

Eu e o John, desabrigados em São Paulo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Há alguns anos, quando eu era um blogueiro mais bem sucedido, ganhava várias oportunidades de comer gente. Hoje em dia os blogueiros bem sucedidos ganham pacotes de chips ou desodorantes. Tudo bem, cada um com sua época. Naquele tempo, eu tinha muito tempo de sobra, morava com os pais e tal, e numa dessas, embarquei para São Paulo, pra ficar com uma menina da cidade. Comigo foi o John, meu amigo de infância, que tava a fim de passear, mas assim como eu, não tinha dinheiro nenhum para isso.

Nota: Eu e ele só estavamos indo porque essa menina estava bancando quase TUDO (sim, a gente se aproveita, bróder).

Eu fiquei hospedado na casa da menina, sobre o olhar taxativo de seus pais, pessoas boas, mas que acreditavam um pouco demais na inocência da filha. Então, durante quatro dias, dormimos em quartos separados e o máximo conseguido eram alguns beijinhos.

Não que eu seja comedor, longe disso. Minha esposa taí pra provar que eu tenho até certa aversão ao sexo (podem perguntar pra ela). Mas há 4 dias vivendo com a menina, é óbvio que a gente ia se comer. É da natureza humana e se você nunca comeu ninguém, um dia comerá, será terrível e você vai querer não fazer mais sexo até que, meses depois fará e vai achar legal.

Bom, mas voltando ao assunto. No 5º dia em São Paulo, eu e ela já não suportando a castidade obrigatória, a mãe da menina resolve ir ao banco, pagar umas contas, deixando somente eu, ela e E O JOHN em casa.

Se livrar da mãe é sossegado, problema é se livrar do melhor amigo.
Fiz um sinal de olho pro John e ele prontamente entendeu, virou a cara pro lado e ligou na TVE, pra ver desenhos animados educativos. A menina e eu fomos para o quarto dela. Era a nossa chance.

Mas naquele dia, a Caixa Econômica Federal, não sei porque porras, não tinha fila nenhuma e a mãe da menina retornou muito rapidamente para casa. Segundo o John, ela já entrou pela porta da sala sentindo o cheiro de maldade no ar, e correu direto para o quarto, onde flagrou o casal em situação intima.

Fui expulso da casa, com razão. Até eu me expulsaria se eu tivesse comendo a minha filha. Fiquei perdido nas ruas de São Paulo a tarde toda. Acabei ligando pro celular do Rafael Capanema, para pedir ajuda ao seu primo: Thiago Capanema.

-- Alô, Rafael. O Thiago tá por aí?
-- Oi, moskito. Tá sim, peraí.
-- Oi Thiago. É o seguinte.
-- Fala, moskito -- disse o Thiago.
-- Tu pode pedir pro Rafael se eu posso ficar na casa dele uns tempos? Eu meio que fui expulso da casa onde eu tava.
-- Claro.

Marcamos um local de encontro. Ali na Paulista, que era perto de onde eu estava. Pouco tempo depois o Rafael, Thiago e o Pinguim Miranda chegaram para me buscar. Contei todo acontecido e rimos um pouco da situação. Faz muito tempo, mas eu lembro que me perguntaram se eu não tava nervoso. Eu disse que não, que tava achando o máximo e essa seria uma história excelente pra contar pros outros. Rimos um pouco e fizemos um vídeo, a partir de uma piada do abossal (criador do cersibon).

Aí está o vídeo:

A partir dali fiquei uma semana hospedado na casa do Rafael Capanema, sem dinheiro algum. E o John… bom, nunca mais vi o John. Rezo toda noite para que ele esteja bem em algum lugar de São Paulo.

Parque Farroupilha

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Domingo fomos ao Parque Farroupilha, aka Redenção. Choveu e nem mesmo a chuva conseguiu acabar com o paumolismo tipico dos artistas de rua porto-alegrenses.

Eu não tenho nada contra palhaços (os de circo), mas não dá pra tolerar um maluco que passou uma tinta branca na cara e fica te constrangendo a cada 5 minutos. Pelo pouco conhecimento que tenho, um palhaço faz palhaçadas para divertir as pessoas e não pra encher o saco delas. O que me faz lembrar da minha tese sobre Humor Inteligente, mas isso eu falo em outro post.

Voltando… Na Redenção é assim: Os artistas ficam amolando todo mundo que passa e todo mundo que é amolado esboça um sorriso falso pra fingir que tá firme na causa da alegria. E assim o ciclo da bobice humana nunca tem fim.

Com esforço, consegui fazer um vídeo de um minuto sem que nenhum palhaço aparecesse nas imagens. Sou um vencedor. Não.

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Até, amigos.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo que tinha para se dedicar ao seu verdadeiro dom: os fantoches.