Membro orgulhoso do Interbarney

¿dequejeito?

Ambiguidade é o hype

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Duplo sentido nunca é demais, já pensava um humorista nordestino na hora de reciclar o cast de piadas.

Eu recebo a revista VIP (não sou assinante, apenas recebo pois sou uma pessoa muito influente) e na edição deste mês, todos textos seguem as novas regras ortográficas. Lá pela página 122 me deparo com isso:

Eu quero descer para levar um papo com a galera

Após o susto que levei com o leading mal feito, voltei minha atenção para o que estava escrito. Pensei que, neste artigo, o Keanu Reeves enumeraria os motivos de sua descida no planeta Terra. Sei lá, ele desceu para avisar a galera do planeta que a coisa vai ficar feia ou para que o mundo fosse melhor. Mas não, só depois de ler o artigo que a ficha caiu. O título dos respectivo texto é “PÁRA QUE EU QUERO DESCER“, porra, do verbo PARAR.

A ambiguidade nesse caso não é solucionada pelo contexto da sentença. O que já serve para provar que esse acordo ortográfico não nos ajuda em nada.

Pode ser que ajude os outros países que fazem parte dele, tipo a Ruana, a Aidslândia ou o Ziliguistão, sei lá. Mas, francamente, eu to nem aí pra esse povo. Metade deles vai morrer nos próximos 5 anos e a outra metade não sabe ler.

Improvisando tudo até a última conta

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Estou seriamente pensando em largar o design. Trampo com essa porra desde 2002 e nos últimos tempos o nível da babaquice humana acerca a profissão só cresceu.

Exemplo: Quando eu ainda estava na faculdade fiz um freela pra uma empresa alimentícia, um logotipo. Morava com a minha mãe ainda, era gurizinho. Cobrei R$ 450,00 e me achei o máximo. Entreguei o logotipo e, desde então venho acompanhado o desenvolvimento da empresa, que cresceu pra cacete. Dia desses (leia-se 5 anos depois) entraram em contato comigo pedindo um novo logotipo, agora para um novo produto da marca. Fiz o orçamento com um preço justo, passei por e-mail e a resposta foi um:

Tu tá louco? não faz nem 5 anos tu cobrou 450 reais.

Tomando por exemplo o “My name is Earl”, entrei nesse lance de karma e comecei a ajudar todo mundo. Doar dinheiro, trabalhar de graça (dependendo da proposta do trabalho, claro), dar descontos imensos pra conhecidos e, desde então, as coisas só pioraram. Cada bondade que eu cometo só me faz perder dinheiro e eu não me retorna absolutamente nada em troca, a não ser várias contas.

Na base da indignação, peguei meu ukulele, apertei o [rec] e fiz uma canção de improviso.

Eu cansei de trabalhar de graça

Por fim, to pensando em mudar de área. Mas não pode ser pra uma que precise improvisar. Sou péssimo de improviso.

Se a mamãe está, diga que me atenda

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Amiguinhos, desculpa a ausência nestes últimos dias. Mas é que a coisa não andou bem para mim nesse começo de semana.

O meu salário não caiu na conta e eu fiquei sem dinheiro algum. Sem dinheiro algum eu não podia nem, ao menos, comprar os alimentos que sustentam o ser humano. Aí ontem o meu café da manhã foi Doritos, caipirinha e um cigarro. E olha que eu nem fumo.

Bom,  isso tudo meio que não me fez muito bem, causando uma ressaca que durou até hoje.

Então, quando não tiverem dinheiro, não comam Doritos com caipirinha, nem fumem aqueles cigarros “Black sei lá o que”, por favor. Sejam inteligentes. Só façam isso quando tiverem dinheiro.

Ah, e o comentário final: O novo layout do portal terra é tão bom que o pessoal do design precisou fazer um manual de como usar. Reflitam.

Finado Capanema

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Porra, essa parada que contei no último post me fez lembrar de uma história muito boa que o finado Thiago Capanema contou. Pra falar a verdade, nem sei se a história foi assim como contarei (as vezes eu pego o mote da coisa e mudo tudo na minha cabeça), mas contarei mesmo assim.

Certa vez o Thiago foi almoçar num desses restaurantes de comida a quilo. Aí ele tava servindo o seu prato na fila do buffet e, vocês sabem como é buffet, tem um balcão com as comidas embaixo e, acima, na altura da cabeça de quem está se servindo, existem os frascos com temperos, molhos e, as vezes, coisas absurdas.

Bom, nesse buffet em que o Thiago estava havia, nessa parte acima das comidas, um pote com pêssegos em calda. O Thiago pensou “E porque não?” e deu uma garfada em um dos malditos pêssegos que, subitamente, escapou do garfo e caiu na parte de baixo do balcão, dentro de um recipiente cheio de queijo ralado.

O Thiago, que é um garoto muito educado, garfou o pêssego que, neste momento, estava completamente envolto ao queijo ralado e o colocou em seu prato para, posteriormente, o jogar fora. Um senhor que estava atrás do Thiago na fila do buffet, olhou aquela cena intrigado e perguntou:

– Amiguinho, é bom isso?
– Oi? – indagou o jovem Thiago.
– É bom isso? Pêssego com queijo ralado.

Thiago Capanema, o capeta em forma de guri, não pensou duas vezes para dar sua resposta:

– Mas é claro. O senhor nunca provou?
– Não… Nunca provei. – respondeu o senhor.
– Pois não sabe o que está perdendo.

O Thiago continuou a servir seu almoço normalmente, não sem antes ver, de canto de olho, o senhor atrás dele mergulhando três pêssegos em calda dentro do queijo ralado.

Doce Salgado Retardado

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Hoje eu fui na padaria aqui perto de casa pra fazer um lanchinho. Na mesa ao meu lado sentou uma senhora que havia comprado um pão doce, daqueles com creme de baunilha e côco ralado em cima, e um monte de mortadela. A senhora abriu o pão doce e tacou a mortadela dentro, aí antes de dar a primeira bocanhada na invenção, falou alto: “Sempre quis fazer isso”.

Automaticamente lembrei do dia em que estava na minha casa, lá em Carazinho – RS, morto de fome e sem muita comida em casa. Na verdade, sem nenhuma comida em casa. Tudo que eu tinha em mãos era pão, catchup e açúcar. Então pensei “E por que não?”

Cacete, foi a coisa mais assombrante que eu já tentei comer. Uma fatia de pão, catchup espalhado nele e açúcar por cima de tudo. Fiquei traumatizado. Passei anos sem comer nada que continha esses três ingredientes.

Dez anos se passaram e, hoje em dia, eu peso 20 quilos a menos do que um homem da minha idade deveria pesar. Então, crianças… Para não se tornarem adultos subnutridos, comam muito pão, catchup e açúcar, por favor.

O Sonho Brasileiro

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A maioria das pessoas já é familiarizada com a expressão Sonho Americano, que significa, resumidamente, alcançar  a prosperidade. Aqui no Brasil contamos com o nosso próprio sonho, uma versão nacional do molde americano: O Sonho Brasileiro, que nada mais é do que ter a chance de passar a noite dentro de um supermercado.

Toda criança brasileira já vislumbrou a possibilidade de ser esquecida presa dentro de um supermercado, no entanto quase nenhuma conseguiu ou conseguirá realizar isso. Mas existem as exceções, e eu fui uma delas.

O dia que me esqueceram preso dentro de um supermercado
Na verdade foi uma noite, né.

Eu queria jantar mas estava sem comida em casa. Já era bem tarde então fui correndo para o mercado. Consegui chegar a tempo de pegar o mercado aberto. Enquanto efetuava minhas compras, fui notando que o mercado gradualmente se esvaziava ao mesmo tempo que o barulho peculiar dos carrinhos e caixas diminuia, até o momento em que ninguém mais estava lá dentro e o silêncio era quase total.

Por um tempo tive medo, me desesperei, não sabia o que fazer. Mas o desespero foi passando e o sonho de criança foi se tornando realidade diante dos meus olhos. Corri pelos corredores desertos, bebi sucos, comi doces, mexi em panelas e detergentes. Realizei todos as minhas vontades.

Lá pelas quatro horas da madrugada eu já estava exausto, então peguei alguns pacotes de salgadinhos e improvisei uma cama em um dos corredores do mercado. Não precisou muito tempo para que eu pegasse no sono em cima de 5kg de Doritos. Mas alguns minutos após dormir, fui brutalmente acordado por palmas. Era um funcionário do mercado.

– Acorda, vagabundo desgraçado! – dizia ele.

Meu cansaço fez com que eu não conseguisse pensar direito no que estava acontecendo. O funcionário, muito bravo, continuou:

– Tu não pode dormir aí…
– Mas… – tentei me desculpar.
– Muito menos consumir produtos dentro da loja.
– Mas…
– Me acompanhe até o caixa para efetuar o pagamento de tudo que tu consumiu. – e me pegou pelo braço, me levando em direção aos caixas.

A coisa era tão louca que eu desisti de tentar me explicar quando vi que eles haviam colocado uma menina num dos caixas só para me cobrar. E também não quis reclamar sobre o acontecido, pois tive consciência que estava realizando um sonho antigo que muita gente não tem chance de realizar. Paguei tudo com um sorriso na face.

Ao sair do estabelecimento, satisfeito com a  aventura, virei-me para olhar a fachada do mercado. Peguei meu celular e bati uma foto, a fim de ter uma última imagem daquela noite tão feliz.

(foto: Mário Machado)

Sou um vencedor.

Minha primeira teoria

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Após assistir a primeira parte do filme Zeitgeist, comecei a ler a Bíblia compulsivamente, atrás de relatos que provassem tudo que o filme dizia.

Para quem está por fora:
Esse trecho do filme narra como toda história bíblica, Jesus, deus, apóstolos e etc são na verdade parte de uma histórinha feita para explicar para as pessoas como a astrologia funciona (pra entender melhor, assistam o filme ou leiam isso). Aí alguém achou que a mitologia era verdade e vendeu isso como religião. Mas o que precisamos saber aqui é que Deus é uma representação do Sol. Quando a Bíblia diz que Deus vai nos dar colheita quer dizer que em certa época do ano o Sol estará mais propício para a agricultura.

Bom, olhando para uma roda do zodíaco ou céu noturno, vemos que a casa de Escorpião, fica na base. A base é a coisa mais próxima da terra. E, acima de tudo, sabemos que dia 31 de outubro é comemorado (no hemisfério norte) o Sabbath, que significa “A morte do sol” e é uma data regida pelo signo de Escorpião, obviamente.

Ontem li um trecho na Bíblia que dizia “Após a morte do Sol, seguirá o Inferno“. Pois bem. Na minha teoria isso significa que após a casa de escorpião, virá o inferno. Mas o que é inferno?

Em 1930 foi adicionada uma nova casa no zodíaco, chamada Ophiuchus, que significa “serpentário”.  Ela sempre esteve lá, mas precisou de 1930 anos dessa era para que os caras aceitassem oficialmente a sua presença. O serpentário pode ser a casa do inferno, afinal, na Bíblia a maldade do inferno é representada por uma serpente (no caso Adão e Eva).

Ok, então temos nossas 13 casas, 13 signos. O que significa que deveriamos ter, em um ano, 13 meses. Mas como? Pensa bem. Cada fase da lua dura exatamente 7 dias, nunca mais, nunca menos. A lua tem 4 fases, totalizando 28 dias (calendário Maia). Se tivessemos, em nosso calendário, 13 meses de 28 dias cada, ao final do ano teriamos 364 dias (Chupa, ano bissexto!!!).

Resumindo: O inferno não é um lugar para onde iremos se formos malvados, não é um lugar de sofrimento. O inferno é uma casa do zodíaco, um mês do ano, um signo, que ocorre na “escuridão”, ou seja, após a morte do sol.

No futuro ainda seremos babacas

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Hoje eu estava assistindo, no Animal Planet, um programa sobre os grandes felinos e constatei que todos os tigres (e demais grandes felinos) que apareciam no documentário possuiam um identificador de plástico preso à orelha. Sabe aqueles identificadores que os pesquisadores prendem nos animais pra ficar rastreando eles e tal? Então, um daqueles.

Isso me remeteu ao quanto o ser humano é babaca, ao ponto de ficar se metendo na vida de outros seres e, principalmente, na vida dos próprios seres humanos.

Peguemos o exemplo dos “ETs”.
Primeiramente, não são ETs. São seres humanos super-evoluídos que vieram do futuro. Eles são uma raça humana mais inteligente, centenas de milhares de anos à nossa frente, possuem a cabeça grande e boca pequena, pois são inteligente e não precisam ficar falando nem escrevendo em blogs para conseguir se expressar. Eles tem o domínio absoluto da tecnologia da viagem no espaço-tempo. Mas a evolução que eles atingiram não foi capaz de eliminar o principal aspecto humano: a babaquice.

Vejam bem, os caras têm uma nave que pode viajar no tempo (é  uma nave, que voa, por que se fosse terrestre eles poderiam voltar no tempo e acabar materializados dentro de uma montanha que existiu no passado, por isso que eles voam, são inteligentes). Aí o que essa raça de humanos super inteligentes faz? Eles voltam no tempo para descobrir como viviam os humanos no passado, pois no futuro não tem You Tube para se fazer esse tipo de pesquisa histórica.

Aí não basta nego super-evoluído viajar pro passado e ficar só olhando. Não! Ele tem que pegar um ser humano, levar pra dentro da nave e enfiar uma sonda no cu do cara. Por quê? Porque ele é um babaca. Um humano super-evoluído do futuro, mas ainda assim babaca.

Se do futuro eu fosse e cabeça grande com boca pequena eu tivesse, eu voltaria pra epóca de Jesus e enfiaria uma sonda nele. Seria demais. Aliás, já devem ter feito isso, só não apareceu na Bíblia, né. A igreja não quer essa publicidade.

O Nhoque da Fortuna

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Neste primeiro dia do ano acordei super cedo, a fim de ir comprar algumas batatas e sacar uma nota de R$ 100,00 no caixa eletrônico, afinal era o primeiro dia do ano, a data perfeita para se comer nhoque com uma nota de R$ 100,00 embaixo do prato.

Essa tradição surgiu na Polônia, por volta do século XII, quando os camponeses sacavam notas de R$100,00 nos caixas eletrônicos e as colocavam embaixo da asa de um pato para dar sorte e dinheiro durante o ano que estava nascendo. De lá para cá a tradição mudou um pouco. Os R$ 100,00 ainda são usados, mas o pato deu lugar ao nhoque.

Bom, voltando ao assunto. Acordei cedo e comprei as batatas, depois passei no banco para retirar a nota de R$ 100,00, mas o caixa eletrônico não estava para brincadeiras e cuspiu dez notas de R$ 10,00. Fiquei puto, claro, mas não desisti. Fiz outro saque e novamente o caixa eletrônico me decepcionou. Desta vez com cinco notas de R$ 20,00.

Não sei vocês, mas eu acho que a tecnologia só atravanca o progresso na nação. Se um ser humano me atendesse, ele iria entender que eu queria uma nota de R$ 100,00 e me daria isso. Assim a  tradição do Nhoque da Fortuna nunca seria quebrada.

Na terceira tentativa o caixa eletrônico cuspiu uma nota de R$ 50,00 , duas notas de R$ 20,00 e uma nota de R$ 10,00. E foi assim durante a manhã toda. Permaneci horas tentando sacar uma nota de R$100,00 mas quanto mais eu sacava mais parecia que o caixa eletrônico não queria me ajudar.

Até que lá pelo meio dia o milagre aconteceu: uma maravilhosa nota azul de R$ 100,00 saiu do caixa eletrônico, direto paras minhas mãos. Foi uma festa. A tradição seria respeitada mais uma vez.

nhoque-da-fortuna

Saí correndo do banco e fui pra casa carregando as batatas, a nota de cem e mais algumas centenas de notas menores. Cheguei em casa e a minha esposa me disse que o gás havia acabado, não poderiamos fazer o nhoque. Então pedimos uma pizza.

Foda-se a tradição. Eu já tô cheio de dinheiro mesmo.



Este é o blog de Gabriel Von Doscht, um rico empresário que largou tudo que tinha para se dedicar ao seu verdadeiro dom: os fantoches.